Viagem de Duas Semanas Pelo Camboja

O Camboja, para mim, vale a pena especialmente por dois lugares: Siem Reap, onde fica as ruínas da antiga Angkor, e Kampot, no sul do país. A capital, Phnom Penh, também vale a visita para entender um pouco da história recente do Camboja e do terrível genocídio que assolou o país no final da década de 70.

Ruínas de Angkor, Camboja

Parte das ruínas de Angkor

Meu roteiro de duas semanas:

  • Kratie
  • Siem Reap
  • Battambang
  • Phnom Penh
  • Kampot
  • Kep

Kratie

A cidade pacata, no norte do país, fica à beira do rio Mekong e é famosa pelos golfinhos de Irrawaddy, uma espécie rara de água doce.

Passeei de bicicleta pela ilha de Koh Trong, com dois franceses que eu conhecia de Paris e, no final da tarde, fomos ver os golfinhos. Uma hora de barco tão “relax” que já estávamos praticamente dormindo. Os golfinhos também pareciam bem zen, nadando lentamente. Não há muito o que fazer/ver nesse lugar, um dia é suficiente.

Siem Reap / Angkor

Angkor é um enorme parque arqueológico em meio à floresta, próximo à Siem Reap, e patrimônio mundial da UNESCO. O lugar reagrupa ruínas, esculturas e canais de uma das antigas capitais do Império Khmer, entre os séculos IV e XV. É lá que se encontra o famoso templo Angkor Vat, símbolo do Camboja, representado até na bandeira nacional.

Acordamos às 4h da manhã para ver o sol nascer no Angkor Vat, assim como milhares de turistas. Mas o dia começou extremamente nublado e anunciava muita chuva. Chegando no lugar, sentamos à beira do canal pra fugir da massa que se dirigia ao templo. O resto da visita aconteceu pedalando debaixo d’água, mas valeu à pena! O lugar é impressionante, principalmente as ruínas tomadas por árvores.

Siem Reap, a cidade onde fica o Angkor, é animada, com seus mercados noturnos, rua dos pubs e massagens a cada esquina.

Battambang

Trem de bambu

O “trem de bambu” de Battambang

Battambang é a segunda cidade do Camboja e fica no oeste do país, na fronteira com a Tailândia. Lá conheci uma alemã, que também estava viajando sozinha, e resolvemos fazer um tour organizado que nos levaria ao “bamboo train“, ao “green lake” e a caverna dos morcegos.

O trem de bambu, usado pra transportar os trabalhadores das plantações de arroz, virou atração turística. O passeio é bem curto, dura uma hora ida e volta, no máximo, com uma parada. A paisagem é bonita, mas não achei que valeu assim tanto a pena. É algo “para turista ver” e perdeu sua autenticidade.

Em seguida, fomos relaxar no lago verde (green lake), uma lagoa artificial. No final da tarde, direção à Phnom Sampeu, uma montanha onde se encontra uma gruta tristemente batizada de “killing cave“, usada durante o regime dos Khmers Rouge para assassinar milhares de cambojanos. Subindo a colina, vemos também uma pagoda com uma bela vista.

Quando o sol se põe, é hora dos morcegos saírem todos da caverna, “bats cave“, para irem se alimentar. É impressionante a quantidade deles voando em grupo.

Phnom Penh

Palácio Real de Phnom Penh

Palácio Real de Phnom Penh

De volta à capital, visitei o campo Choueng Ek onde milhares de cambojanos foram assassinados durante o período do Khmer Vermelho (ou “Khmer Rouge”), entre 1975 e 1979, sob o comando do extremista comunista Pol Pot. Triste página da história do país. A visita, que inclui um áudio guia é comovente, pesada, apesar do lugar parecer um grande jardim.

No fim do dia, fui passear pelo Palácio Real e a área do River Side, às margens do Tonlé Sap. E, pra minha surpresa, estava mais uma vez no começo de uma celebração local, o Water Festival. Uma multidão de tuk-tuks, vendedores ambulantes, placas luminosas gigantes e fogos de artifício, marcavam o início da festa.

Kampot e Kep

Pôr do sol em Kampot

Pôr do sol na agradável Kampot

Kampot é uma pequena cidade do sul, conhecida mundialmente pela sua pimenta do reino, considerada a melhor do mundo. Lugar perfeito pra parar e recarregar as energias.

Fiz um passeio de bicicleta às margens do rio, passando pelo grande mercado local que vende de tudo: de frutas e legumes à roupas e bijuterias. Peguei um barco pra ver o pôr-do-sol por trás do monte Bokor e pra ver, em teoria, uns vagalumes. Porém os “vagalumes” mais pareciam um pisca-pisca de led colocados em uma única árvore…

Depois de dois dias em Kampot, fui passar um dia em Kep para pegar uma praia. Mas não gostei do lugar. Muito cheio, sujo e a praia era pequena e não achei nada de especial.

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